DRINK CHENIN BLANC…

O maior produtor de Chenin Blanc é a África do Sul.

Dia 15 de agosto vamos celebrar o dia do Drink Chenin, taças nas mãos, abram suas garrafas e vamos viajar nos possíveis aromas que serão apresentados. E se sua garrafa for um Chenin sul-africano tenha certeza que você irá viajar pelos aromas e sabores fantásticos.

Se você quer saber os aromas e sabores da África do Sul abra um Chenin Blanc. (Adriana Oliveira)

 

História do Chenin Blanc – África do Sul

O Chenin blanc foi inserido na África do Sul no século XVII por colonizadores holandeses que designaram uma estação no Cabo da Boa Esperança.

Documentos compete à três variedades: Groendruif (Semillon), Fransdruif e Steen.  A origem dos nomes Fransdruif e Steen estão entrelaçados.  Há uma hipótese de que o nome “Steen” se fortaleceu quando os holandeses que aqui domiciliaram e decodificaram como “Listan” para “La Stan”, depois “De Steen” por fim “Steen”.

O contato entre Chenin blanc e Stellenbosch University surge em 1963, quando Prof. Orffer, então chefe do Departamento de Viticultura, resolveu certificar sobre a identidade e variedade de uva conhecida como ‘Steen’ dentro da sua pesquisa apresentou Steen e Chenin blanc  serem as mesma.

Tempos depois em outras pesquisas referente ao seus aromas outros colaboradores entram em questão: Institute for Wine Biotechnology, Department of Viticulture and Oenology, Chenin Blanc Association of South Africa, Platter’s South African Wine Guide e Chenin Adegas Produtoras de Blanc. Todos unidos na busca em saber mais sobre Chenin Blanc.

“A Associação Chenin Blanc cresceu tanto em nível local quanto internacional e representa o maior segmento individual da indústria vinícola da África do Sul. O Chenin Blanc oferece algo muito exclusivo para os nossos consumidores e é provavelmente o caminho mais eficaz para o nosso setor ”.  Ina Smith, Gerente da Associação Chenin Blanc (CBA), outubro de 2017

Não podemos deixar de falar de uma pessoa muito pontual e querida por aqui. Ken Forrester,  da http://www.kenforresterwines.com conhecido como o

Sr. Chenin.

Ele se tornou ao longo de tempo um ícone, um Gigante da indústria do vinho.  Um defensor desta simbólica uva,  Chenin Blanc.

Quando vier ao Cabo não deixe de passar por lá.

Contudo, não é apenas Ken Forrester  que se dedica a obter um ótimo Chenin, temos outros grandes e pequenos produtores que vão fazer você viajar nesta delícia que é um Chenin Blanc sul-africano.

 Quando você é apresentado ao um Chenin Blanc

No primeiro gole você se rende ao Chenin. É eclético em caráter e suavidade e, tem a maestria de se harmonizar a uma extensa diversidade de predileções.

Nostalgia à parte, você irá ter o sentimento de estar em banquete de frutas em um belo jardim de flores, será como, um Sonho de uma Noite de Verão. (risos)

Chenin flerta com os verões mais calorosos, adora estar em uma garrafa de espumante. Todavia, seja qual for o seu momento com ele, você decide a forma de degusta-lo. Você irá encontrá-lo de outras formas também, como em um velho carvalho. Desta forma, iremos ter um vinho para degustar em todos os momentos. Não se esqueça ele é Eclético…

Suas características:

http://www.chenin.co.za/downloads/Chenin%20Blanc%20Aroma%20Wheel.pdf

ACIDEZ: acidez média e alta

ABV: 12-14,5%

Iremos encontra-lo por estes nomes: Steen, Quarts de Chaume, Bonnezeaux, Savennières, Vouvray e Pineau de la Loire.

 

Entre histórias, técnicas, aromas e sabores o que importa mesmo é ter um dia ou vários dias e apreciar um Chenin Blanc, seja ele de qual origem for. Ainda assim, no meu paladar será sempre um legítimo Sul-Africano à quebrar minhas pernas.

Cheers!!!

Videiras Antigas

Existe uma crença geral de que as vinhas mais velhas, quando devidamente tratadas, darão um vinho melhor.

Quando estamos com um vinho de longos anos nas mãos já ficamos eufóricos, afinal sua safra antiga já remete aos pensamentos;

”Um bom vinho”

Você ouve que é de vinhas antigas, no mesmo instante vem à pergunta — de quanto tempo, quantas safras ela já deu — continua a produzir bons vinhos?

As vinhas velhas sempre serão algo a se descobrir uma incitação um duelo.

Contudo, um grande respeito, afinal milhares de anos estão plantados em vinícolas que optaram trabalhar com vinhas velhas.

O que quer dizer vinhas antigas ?

A indagação sempre chega e, sabemos que é um assunto vasto.

O que torna algo muito abstrato. Podemos encontrar o entendimento diferente em várias regiões, porém, vai depender do produtor. Vinha antiga gera poucos cachos e, os vinhos são mais concentrados e terão mais particularidades. Elas têm raízes mais penetradas na terra com isso chegam até as reservas de água no subsolo, sendo suas raízes mais profundas não dependem da água que está na superfície. Entretanto, esta profundeza maior das raízes permite absorver os nutrientes ricos do subsolo.

Com a crise no mundo do vinho por causa da praga da filoxera deixou regiões inteiras com problemas ou devastadas. Na África do sul não foi diferente, em janeiro de 1886 destruiu completamente milhões de vinhas, tudo perdido.

Com isso concebemos que as videiras mais antigas não passem de 150 anos.

No mundo as vinhas antigas.

Em Maribor, na Eslovênia, a vinha velha tenha 400 anos. Com uma produção de 35 e 55 quilos da variedade Žametovka em 1 ano, que é fermentado e colocado em cerca de 100 garrafas em miniaturas.

A outra cidade é em Tirol, Itália, Castel Katzenzungen. Falam que tem a vinha mais antiga que se chama Versoaln, 350 anos, se produz pouco, perto de 500 garrafas numeradas.

Os enólogos não têm um consenso em relação à idade certa das videiras para serem chamadas de antigas. Eles falam de 40 há 50 anos inicialmente.

Na verdade, o que existe são histórias mágicas por trás destas vinhas antigas.

Old Vine Project

“The Old Vine Project” 

É um projeto que admiro muito aqui na África do Sul refere-se às vinhas antigas. Não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, acompanho o trabalho de longe, dentro da lista de desejos, em breve!

Old Vine Project: “Vinhas antigas produzem vinhos com um caráter único”.

O desejo do Projeto Old Vine é de preservar vinhas com mais de 35 anos e, preparar as novas para ter uma longa vida, existe uma cultura de cuidados, desde a tenra idade até mais velhas. O pensamento é proteger desde o começo, já que o espírito vem de herança  cultural. Diferente do mundo que estimam a idade de uma vinha antiga de 40 há 50 anos, aqui é de 35 anos.

“África do Sul 10 vinhedos com mais de 100 anos”

O objetivo do Old Vine Project (OVP) é conservar o maior número que puderem das videiras na África do Sul. Para eles as vinhas velhas tem outra proporção, onde traduz a tradição e a história da terra das pessoas que aqui viveram e vivem até hoje. A sustentabilidade está bem presente dentro do projeto.

Old Vine Project — são 2 618 hectares de videiras velhas que tem todas as condições de produzir um vinho especial. Tendo os cuidados corretos haverá uma melhor qualidade na uva e os preços ficam mais atrativos na hora da venda. Ao final todos ficam felizes.

Os trabalhadores agrícolas terão uma qualidade de vida melhor e os bons pagamentos refletem um bom trabalho realizado.

Rosa Kruger que está à frente deste belo projeto é neta do líder e político da independência sul-africana do final do século XIX, Paul Kruger, com mestrado em comunicação e LLB. Dê uma família de advogados e agricultores.

Ela conta que na sua juventude nos caminhos percorridos pela Europa conheceu vinhos significativos, produzidos a partir de vinhas antigas. Pensou, onde poderia encontrar estás vinhas aqui na África do Sul!

Assim, em 2002 iniciou à descoberta através de pessoas que lhe indicavam as plantações nas regiões. As primeiras vinhas mencionadas foram em Skurber e Moutonshoek. Logo em seguida veio da costa oeste em Skerpioen, Piekenierskloof  e Skupkop.

Old Vine Project
Malmesbury, Western Cape

Rosa Kruger destaca que em 2014 SAWIS (SA Wine Industry Information & Systems NPC controle e direção da indústria do vinho sul-africano), permitiu o lançamento de uma lista de vinhas com mais de 35 anos, após a confirmação dos produtores autorizando a divulgação.

Muitas pessoas importantes do meio e jornalistas solicitaram está lista e, assim o mundo descobriu os vinhos de vinhas antigas dos sul-africanos.

Rosa Kruger acredita que vinhas velhas podem fazer vinhos bons, com a idade as videiras apresentam uma energia, vigor aparente, uma consistência. As frutas são vistosas, tem uma peculiaridade com seu varietal e o terroir é mais presente no solo.

 Rosa Kruger — Vamos preservar as vinhas antigas deste país e os muitos vinhos maravilhosos que podem ser feitos com elas.

Hoje ela trabalha contribuindo com alguns produtores de destaque aqui na África o Sul, como:

Solms-Delta

Andrea e Chris Mullineux

Marc Kent de Boekenhoutskloof

Rupert & Rothschild

Eben Sadie

O site do projeto aqui para vocês conhecerem.

http://oldvineproject.co.za

Tenho certeza que será uma aventura de virar taças, saber mais sobre videiras antigas da África do Sul e desvendar os seus Terroir.

Tive o prazer de degustar alguns destes vinho, eles são marcantes….

Cheers  …

Adriana

Stellenbosch

Terra dos Vinhos

Se você é um amante do vinho o primeiro lugar que você vai querer estar em Cape Town é Stellenbosch, você irá sonhar com as vinícolas, correr para as vinhas, passear nos casarões antigos e, com certeza desejará estar com uma taça na mão para uma foto clássica.

Sendo a segunda cidade mais antiga da África do Sul Stellenbosch é a principal sede dos vinhos sul-africanos. É uma região conhecida internacionalmente.

Adriana Oliveira

Com mais de 150 fazendas de vinhos tendo uma natureza maravilhosa com uma biodiversidade fantástica, você encontrará nas suas visitas histórias clássicas que remetem o início da vinicultora local que foi em 1679.

Com solos ricos em arenito por ser originário do fundo do mar e locais singulares, perfeitamente indicados para variedades de cultivo de uvas, assegura para Stellenbosch um domínio a vinificação sul-africana.

Na geografia ela tem colinas e altas montanhas que é uma característica marcante da região. Não é com muito declive e, com isso a plantação pode ir para o alto sem problemas, tendo vinhas crescendo à 250 m e à 620 m acima do nível do mar. Nas regiões mais baixas o solo é de argila sedimentar em decomposição.

O que acontece com este solo de argila é que ele tem ótima eficácia de acúmulo de água, sendo assim a planta retira um teor de umidade adequada até a hora da colheita.

O clima é ótimo, de mediterrâneo, com invernos frios e úmidos e verões secos e quentes.

Hoje temos muitas regiões produtoras de vinhos, eu mesma aqui já mencionei duas, Somerset West região de Helderberg e Swartland situada ao norte de Cape Town.

Stellenbosch foi a região que inaugurou a primeira rota nas vinícolas sul-africanas.

De todos os destinos turísticos de quem chega na África do Sul Stellenbosch é passagem obrigatória.

Há qualidade da hospitalidade das vinícolas é algo de sofisticação, você não irá se arrepender em conhecer a região, algumas têm seu próprio restaurante e com “Chefs” fantásticos.

Outras terão para oferecer sua própria hospedagem, que sempre será um charme à mais para desfrutar e apreciar.

São vinícolas de várias características e particularidades e atende a todos, casais, amigos em uma trip, família e claro aventureiros.

Algumas oferecem maravilhosos ”picnics” em seus campos verdes e bem arborizados.

 Tem até o festival da colheita onde você consegue desfrutar o dia e fazer ”picnic” e pisotear nas uvas — que tal, você não pode perder está experiência, não esquecendo das suas degustações, para um enófilo o que mais importa é sempre estar levantando uma taça ao seu melhor vinho do momento e celebrar sempre.  http://www.delheim.co.za/news-events/facebook

Delheim Wines

 

 

 

 

 

Lucie Capkova

Você encontrará também os “Markets” nas vinícolas, são pequenos mercados com artesanatos e comidas locais e do mundo e passar um dia super agradável e claro degustando os melhores vinhos. Normalmente eles acontecem aos sábados e domingos.

Se você desejar estar aqui no verão principalmente em fevereiro não deixe de ir no“Stellenbosch Wine Festival” você irá conhecer as principais vinícolas locais e degustar seus vinhos. São 3 dias de festa, música e taça na mão. Veja o link aqui  https://www.stellenboschwinefestival.co.za

Adriana Oliveira

Outro evento importantíssimo é o ”WINES OF SOUTH AFRICA (WOSA)” é uma organização industrial sem fins lucrativos que promove a exportação de todo o vinho sul-africano nos principais mercados internacionais. Também para jornalista, blogueiros e amantes desta bebida dos deuses.

http://www.wosa.co.za/home/

WINES OF SOUTH AFRICA (WOSA) 2015
Adriana Oliveira

Estarei lá novamente e você ?

Não vai perder esta oportunidade!

 

Cheers

Terroir de Swartland

REVOLUÇÃO DE SWARTLAND

O Swartland está à cerca de 50 quilômetros ao norte de Cape Town.

Distante um pouco de Stellenbosch, Franschhoek, Constantia e Somerset West que são as regiões mais comerciais de vinhos.

Jan van Riebeeck chamou está região de “Het Zwarte Land” em Afrikaans,

(A Terra Negra), por causa do tipo de vegetação de “Renosterbos”, um arbusto nativo que fica preto após a chuva e dá uma aparência escura nas colinas. Depois das chuvas e no inverno o “Renosterbos” assume uma aparência preta. 

Jan van Riebeeck foi o holandês que introduziu a viticultura no Cabo, ele importou as primeiras vinhas da França, da Renânia  (Rheinland – Alemanha) e da Espanha em 1655 à 1656.

 

A viticultura em Swartland ainda é relativamente jovem e, é praticada sob condições de terras secas, clima quente e seco também. Além das vinhas também produz trigo e rooibos (chá), os vinhos estão sendo produzidos o mais natural possível, em solos densos de nutrientes e, também é colhido um mês mais cedo para acabar com o alto teor de álcool. Por ser uma região mais seca Swartland produz uvas menores que aumentam os níveis de concentração e sabor. O inverno é frio e úmido já o verão é bem quente e no seu auge mais quente ainda e seco.

É uma região que foge dos padrões de visita turísticas nas vinícolas.

“Eles queriam sair dos canais comerciais usuais de turistas e produção em massa, e este estilo de vinho do Novo Mundo, as frutas, o álcool, os sabores de Robert Parker”.

Swartland imprimiu como modelo o Rhône Valley, no sul da França, produzindo vinhos o mais natural possível,  em uma região não arborizada, não muito doce e, nem muito forte. A produção em Swartland, Chenin Blanc, Cinsault, Grenache, Pinot Noir, Chardonnay e Syrah que é o forte.

E o que é “Revolução de Swartland”

Jovens produtores independente que projetaram sua ousadia e rebeldia (no bom sentido) para este grande projeto “Revolução de Swartland”. Sempre ocorre uma feira anual onde encanta os especialistas do mundo todo. Onde temos as últimas propostas, provas e edições limitadas, das celebridades vermelhas.

Este motim hoje com os estimados revolucionários são o frenesi da organização “SWARTLAND REVOLUTION”

Em 2015 Sadie Family Wines foi apresentada como a vinícola do ano pelo Platters, a principal bíblia dos vinhos da África do Sul. O vinho que mais gosto vem desta vinícola o Columella um Blend maravilhoso (Syrah, Grenache, Mourvedre,  Cinsaut, Tinta Barocca e Carignan) Eben Sadia é um dos produtores que começou esta revolução em Swartland.

https://www.wineonaplatter.com

Eben Sadie, hoje o cartão de visitas da região e inspiração para muitos jovens enólogos com grande avidez. O Swartland Independent Producers (SIP) é  a associação que organiza a celebração da “Swartland Revolution” que ocorre em novembro, estabeleceu um programa de certificação. Para se qualificar, todos os vinhos devem ser “naturais” o que isso quer dizer, não tem nada adicionado ao vinho nenhum fermento e enxofre, o vinho deve ser envelhecido em até 25% em barrica de carvalho europeu (Francês).

Alguns vinhos que tive o prazer de degustar e te aconselho à fazer o mesmo pois são fantásticos.  E depois você me conta o que achou….

Cheers!!!!

https://mlfwines.com 

http://www.jhmeyerwines.co.za

http://www.thesadiefamily.com

  

 

 

 

 

Vinhos do Velho Mundo e Novo Mundo

Suas pequenas diferenças

O Coração bate forte para o Velho Mundo, afinal foi lá que tudo nasceu, cresceu e aconteceu. Porém a paixão é forte para o Novo Mundo que vibra pela jovialidade, mas não podemos esquecer que esta jovialidade tem um semente do Velho Mundo e com seus clones temos algo fabuloso o Vinho e nas suas variações seja ele do lado do Velho ou do Novo.

Algumas diferenças se fazem muito presente entre os vinhos do Velho Mundo e o Novo Mundo.

Todos nós sabemos que estas expressões nos servem para parâmetros geográficos. Líderes do Velho Mundo pela sua tradição histórica e de cultivo : França, Espanha, Itália, Portugal, Alemanha, Suíça, Hungria, Grécia e Áustria sendo que França e Itália produzem mais da metade dos vinhos do mundo.

Os países do Novo Mundo com uma lista grande: Austrália, Estados Unidos, Argentina, Chile, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia, Uruguai, Canadá e China. China por sua vez está se transformando em um grande produtor seu crescimento é gigantesco.

Chuttersnap

Percebemos com a integração global que muito se mudou na vitivinícola mundial até mesmo porque ocorreu um aumento na extensão de latitude norte e sul do equador 30° e 50°N e 30° e 50°S, que marca a zona temperada onde a maioria das vinhas são encontradas e cultivadas com mais peculiaridades.

As diferenças entre ambos, algo que já percebemos na garrafa. No Velho Mundo os rótulos apresentam apenas a região, pela legislação europeia não pode colocar o nome da uva, o mais importante é o “Terroir”  que é o conjunto de características do ambiente que envolve o crescimento do vinhedo, (solo, clima, luz solar, água, nutrientes e calor). Com isso só teremos o nome da região onde foram produzidos.

Outra característica do Velho Mundo, a tecnologia aplicada as vinícolas são baixas, eles usam a prática de enologia tradicional, à que é passada de geração para geração. Isso vinculado com as leis meticulosas que temos na legislação europeia.

Samuel Zeller

Já no Novo Mundo os rótulos apresentam os nomes das uvas, o vintage. Os produtores gostam de aplicar técnicas mais modernas desde o cultivo até a elaboração nos vinhedos para um consumo mais rápido. Alguns vinhedos já surgem preparados para a colheita mecânica e irrigação.

A diferença do vinho entre os dois mundos:

Os vinhos do Novo Mundo são produzidos para um consumo mais rápido, eles apresentam mais coloração, aroma mais forte, são encorpados, um alto teor alcoólico, em alguns os taninos também são bem marcantes e ficam pouco tempo em barricas de carvalhos. Algumas vinícolas do Novo Mundo também apresentam técnicas tradicionais como no Velho Mundo, não podemos esquecer que os vinicultores, para não dizer a maioria, são descendentes do vinicultores do Velho Mundo e com isso mantém a tradição com colheitas feitas à mão e não com máquinas preservando mais a uva.

No Velho Mundo teremos vinhos marcantes, sutis, gentis, vinhos com taninos bem presentes como no Novo Mundo, com acidez e mineralidade marcantes, não serão vinhos muito frutados.


Sven Wilhelm

Fazer uma degustação com estes vinhos será como você ficar entre a vivacidade e a leveza entre o delicado e o forte, serão ricos em suas diferenças e você sempre será surpreendido pois uma mesma uva vai apresentar muita particularidade entre os dois mundos, voltamos ao “Terroir”

Como descobrir esta distinção?

Só degustando, sua atenção sua sensibilidade fará você perceber por quem seu coração bate forte… O Velho Mundo ou o Novo Mundo… Abra sua garrafa e conte sua história!

Celebre faz parte da vida…. celebrar e se alegrar….

Cheers….

Celebrando a Champagne Day 2017

“A efervescência é a marca da identidade dos vinhos de Champagne, a expressão por excelência de sua qualidade mágica”.

História da Champagne

Os romanos e as cavas:

Champagne é uma das menores regiões de vinícolas da França, está situada na região nordeste.

Tudo começou com a conquista da Gália pelos romanos e eles levaram o vinho para Champagne, isso em meados de 50 anos a.c e ali permaneceram até  500 anos a.c . Assim que chegaram deram o nome de “Campania” por isso hoje o nome “Champagne”.

Para as construções das cidades foram criadas as primeiras grandes adegas. Para construir a cidade Reims, capital da província da Bélgica, chamada Durocortorum, necessitava-se de pedras. E elas se encontravam no subsolo da região constituída de giz.

(O sub-solo de Champagne é rico em giz, o giz é mineral tenro enquanto  esta no sub-solo, com o contato com o ar ele endurece, se torna pedra).

Aproximadamente no século 13, depois de 700 anos após os romanos terem feito muitos buracos em Reims, veio os monges beneditinos e tiveram um “insight” de utilizar as grutas como cavas, para melhor envelhecer o vinho. Com isso fizeram portas e abriram passagens entre as adegas. As vinhas estavam completamente nas mãos dos mosteiros.

Nos primórdios do cristianismo, antes da Idade Média, o vinho foi consagrado e usado para celebrar a Eucaristia.

Perto de 496 anos  d.c  este uso tradicional do vinho, combinado com a localização particular das vinhas de Champagne, garantiu o lugar da Champagne na história.

O guerreiro franco Clovis foi batizado na Catedral de Reims e ali foi coroado o primeiro rei da França, o bispo que batizou Clovis foi Saint Rémi, cercados de videiras não muito longe de onde é hoje Epernay, os vinhos degustados nas aclamações eram vinhos de Champanhe.

Séculos depois, Champagne constituiu vínculo com a Coroa Francesa quando ouve o casamento de Joan I, Rainha de Navarra e Condessa de Champagne casou-se com Felipe IV, Rei da França.

Com isso os vinhos de Champanhe fluíram espontaneamente nos festins de coroação sendo considerado pelo bom gosto e suavidade.

Entre os séculos 16 e 17, o vinho de Champagne já era bem  conhecido na corte francesa por sua qualidade, ainda não era efervescente. Dom Pérignon, mestre de adega da abadia de Hautvillers a partir de 1668 foi o primeiro a empregar a técnica de “assemblage”, misturando diferentes tipos de vinho. E descobriu que era possível fabricar vinho branco a partir de uvas pretas, se as cascas fossem retiradas rapidamente.

O vinho dos Reis, assim como ficou conhecido o vinho champagne. Foi o último pedido de Philippe d’Órléan quando ele estava na prisão de Conciérgerie enquanto esperava o tribunal revolucionário julgá-lo. Temos depois temos Napoleão em Smolensk,  derrotou as tropas Czaristas, e a nobreza da Rússia afogou suas dores com champanhe, pois era muito bom, mesmo que fosse francês.

Champagne foi campo de batalha nas guerras de 100 anos, 30 anos, Franco-Prussianam Grande Guerra e II Guerra Mundial.

Por sua geografia ser ao norte do país, o tempo esfria rápido no outono, isso pode suspender a fermentação do mosto antes que todo açúcar se transforme em álcool. Quando chega a primavera a temperatura sobe o sistema é retomado e o CO2  consequente torna o vinho espumante. O que aconteceu foi que este processo não chamou a atenção no século 18, o vinho era fermentado em barris e o gás fugia. Em 1728, no reinado de Luíz XV foi permitido o deslocamento da bebida em garrafas, apareceu um pequeno problema. Durante o transporte do champanhe por causa do alto teor gasoso, elas explodiam. Os vinicultores se apavoraram porque chegaram a perder 50% de sua produção. Como os ingleses já apreciavam o vinho champanhe se projetaram ansiosamente na novidade que vinha da França. Autores ingleses confirmam que o champagne foi descoberto pelos ingleses, porque os ingleses importavam o champagne em barricas e eles mesmo engarrafavam, colocavam açúcar para ficar mais doce, com isso aumentava o álcool e formava bolhas.

Outro fato que também ocorreu foi que Madame Barbe-Nicole Cliquot Ponsardin, uma comerciante de perspectiva com seu mestre adegueiro, (aquele que recebe a produção de vinicultores e a estoca em adega com finalidades comerciais). Anton von Müller (alemão), em 1813 criou um método para livrar o líquido do levedo. Desenvolveu os pupitres de remuage, onde as garrafas são mantidas com a abertura para baixo e mudadas de posição em intervalos regulares.

https://www.champagne.fr/en/from-vine-to-wine/wine-making/bottling-and-secondary-fermentation

Champagne

Os vinhos de champagne são produzidos unicamente a partir das uvas cultivadas, colhidas e transformadas em vinhos da região definida de Champagne , na França. As uvas são colhidas à mão e em cachos tem características que não são encontradas em nenhum outro lugar, devido à geografia.

Os vinhos são produzidos por fermentação natural e fermentação na garrafa, com critérios rigorosíssimos estabelecidos no quadro regulatório de Champagne.

By Adriana Oliveira

Principais regras:

– 3 variedades de uva autorizadas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier;

– Videiras de podas curta (Cordon de Royat, podas Chalis e Guyot);

– Produção de uvas por hectares;

– Produção de uvas por hectare; Extração de sumos estritamente limitada a 102L de mosto por 160K de uvas;

– Níveis anuais mínimos de álcool exigidos por volume;

– Local dedicado a vinificação e armazenamento do Champagne

– Um processo natural de vinificação conhecido como “Méthode Champenoise”;

– Um período mínimo de armazenamento de 15 meses, 12 meses em contato com as leveduras e 3 meses nas garrafas.

Méthode Champenoise

Os melhores Champagnes e vinhos espumantes são feitos por método champenoise que requer uma segunda fermentação na garrafa.

Esta segunda fermentação é realizada adicionando uma mistura de açúcar, levedura e nutrientes denominada licor de tiragem (e é está levedura que vai fazer o trabalhos das borbulhas). Este vinho é então engarrafado e tampado, com uma tampa de garrafa semelhante às encontradas em garrafas de cerveja – não uma rolha de cortiça. O fermento atua sobre o açúcar e o dióxido de carbono resultante que permanece preso na garrafa. Os vinhos espumantes de qualidade geralmente são deixados em fermentação por vários meses, até seis anos. No final deste processo, a tampa é removida e substituída pela cortiça tradicional.

Se você quer ter mais detalhes de uma olhadinha na “Dama do Vinho” (Alessandra Esteves) no webinar sobre champagne aqui neste endereço https://www.youtube.com/watch?v=B-cB9pUTQbU  bem didático e com ótimas informações.

Outros métodos existem além Champenoise. Como o método Charmat também conhecido como Charmat-Martinotti, este processo é um método mais econômico que o Champenoise para criar gás carbônico nos espumantes. O vinho é submetido à segunda fermentação em tanques de aço inoxidável (não na própria garrafa) e é engarrafado sob pressão. Este processo foi inventado em 1895 pelo enólogo italiano Federico Martinotti mas foi patenteado em 1907 pelo francês Eugène Charmat.

Se eu continuar não vou parar, pois ainda tem pequenos produtores, orgânicos, biodinâmico, tipos, estilos de Champagne daria quase iBook….. rsrs.

O Champagne tornou-se uma tradição para todos tipos de celebrações do mundo todo. Onde se fala em celebrar tenha certeza que tem um champagne. Podemos celebrar todos os dias porque é um presente à cada dia!!!

Cheers……….!!!!!!!