Celebrando a Champagne Day 2017

“A efervescência é a marca da identidade dos vinhos de Champagne, a expressão por excelência de sua qualidade mágica”.

História da Champagne

Os romanos e as cavas:

Champagne é uma das menores regiões de vinícolas da França, está situada na região nordeste.

Tudo começou com a conquista da Gália pelos romanos e eles levaram o vinho para Champagne, isso em meados de 50 anos a.c e ali permaneceram até  500 anos a.c . Assim que chegaram deram o nome de “Campania” por isso hoje o nome “Champagne”.

Para as construções das cidades foram criadas as primeiras grandes adegas. Para construir a cidade Reims, capital da província da Bélgica, chamada Durocortorum, necessitava-se de pedras. E elas se encontravam no subsolo da região constituída de giz.

(O sub-solo de Champagne é rico em giz, o giz é mineral tenro enquanto  esta no sub-solo, com o contato com o ar ele endurece, se torna pedra).

Aproximadamente no século 13, depois de 700 anos após os romanos terem feito muitos buracos em Reims, veio os monges beneditinos e tiveram um “insight” de utilizar as grutas como cavas, para melhor envelhecer o vinho. Com isso fizeram portas e abriram passagens entre as adegas. As vinhas estavam completamente nas mãos dos mosteiros.

Nos primórdios do cristianismo, antes da Idade Média, o vinho foi consagrado e usado para celebrar a Eucaristia.

Perto de 496 anos  d.c  este uso tradicional do vinho, combinado com a localização particular das vinhas de Champagne, garantiu o lugar da Champagne na história.

O guerreiro franco Clovis foi batizado na Catedral de Reims e ali foi coroado o primeiro rei da França, o bispo que batizou Clovis foi Saint Rémi, cercados de videiras não muito longe de onde é hoje Epernay, os vinhos degustados nas aclamações eram vinhos de Champanhe.

Séculos depois, Champagne constituiu vínculo com a Coroa Francesa quando ouve o casamento de Joan I, Rainha de Navarra e Condessa de Champagne casou-se com Felipe IV, Rei da França.

Com isso os vinhos de Champanhe fluíram espontaneamente nos festins de coroação sendo considerado pelo bom gosto e suavidade.

Entre os séculos 16 e 17, o vinho de Champagne já era bem  conhecido na corte francesa por sua qualidade, ainda não era efervescente. Dom Pérignon, mestre de adega da abadia de Hautvillers a partir de 1668 foi o primeiro a empregar a técnica de “assemblage”, misturando diferentes tipos de vinho. E descobriu que era possível fabricar vinho branco a partir de uvas pretas, se as cascas fossem retiradas rapidamente.

O vinho dos Reis, assim como ficou conhecido o vinho champagne. Foi o último pedido de Philippe d’Órléan quando ele estava na prisão de Conciérgerie enquanto esperava o tribunal revolucionário julgá-lo. Temos depois temos Napoleão em Smolensk,  derrotou as tropas Czaristas, e a nobreza da Rússia afogou suas dores com champanhe, pois era muito bom, mesmo que fosse francês.

Champagne foi campo de batalha nas guerras de 100 anos, 30 anos, Franco-Prussianam Grande Guerra e II Guerra Mundial.

Por sua geografia ser ao norte do país, o tempo esfria rápido no outono, isso pode suspender a fermentação do mosto antes que todo açúcar se transforme em álcool. Quando chega a primavera a temperatura sobe o sistema é retomado e o CO2  consequente torna o vinho espumante. O que aconteceu foi que este processo não chamou a atenção no século 18, o vinho era fermentado em barris e o gás fugia. Em 1728, no reinado de Luíz XV foi permitido o deslocamento da bebida em garrafas, apareceu um pequeno problema. Durante o transporte do champanhe por causa do alto teor gasoso, elas explodiam. Os vinicultores se apavoraram porque chegaram a perder 50% de sua produção. Como os ingleses já apreciavam o vinho champanhe se projetaram ansiosamente na novidade que vinha da França. Autores ingleses confirmam que o champagne foi descoberto pelos ingleses, porque os ingleses importavam o champagne em barricas e eles mesmo engarrafavam, colocavam açúcar para ficar mais doce, com isso aumentava o álcool e formava bolhas.

Outro fato que também ocorreu foi que Madame Barbe-Nicole Cliquot Ponsardin, uma comerciante de perspectiva com seu mestre adegueiro, (aquele que recebe a produção de vinicultores e a estoca em adega com finalidades comerciais). Anton von Müller (alemão), em 1813 criou um método para livrar o líquido do levedo. Desenvolveu os pupitres de remuage, onde as garrafas são mantidas com a abertura para baixo e mudadas de posição em intervalos regulares.

https://www.champagne.fr/en/from-vine-to-wine/wine-making/bottling-and-secondary-fermentation

Champagne

Os vinhos de champagne são produzidos unicamente a partir das uvas cultivadas, colhidas e transformadas em vinhos da região definida de Champagne , na França. As uvas são colhidas à mão e em cachos tem características que não são encontradas em nenhum outro lugar, devido à geografia.

Os vinhos são produzidos por fermentação natural e fermentação na garrafa, com critérios rigorosíssimos estabelecidos no quadro regulatório de Champagne.

By Adriana Oliveira

Principais regras:

– 3 variedades de uva autorizadas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier;

– Videiras de podas curta (Cordon de Royat, podas Chalis e Guyot);

– Produção de uvas por hectares;

– Produção de uvas por hectare; Extração de sumos estritamente limitada a 102L de mosto por 160K de uvas;

– Níveis anuais mínimos de álcool exigidos por volume;

– Local dedicado a vinificação e armazenamento do Champagne

– Um processo natural de vinificação conhecido como “Méthode Champenoise”;

– Um período mínimo de armazenamento de 15 meses, 12 meses em contato com as leveduras e 3 meses nas garrafas.

Méthode Champenoise

Os melhores Champagnes e vinhos espumantes são feitos por método champenoise que requer uma segunda fermentação na garrafa.

Esta segunda fermentação é realizada adicionando uma mistura de açúcar, levedura e nutrientes denominada licor de tiragem (e é está levedura que vai fazer o trabalhos das borbulhas). Este vinho é então engarrafado e tampado, com uma tampa de garrafa semelhante às encontradas em garrafas de cerveja – não uma rolha de cortiça. O fermento atua sobre o açúcar e o dióxido de carbono resultante que permanece preso na garrafa. Os vinhos espumantes de qualidade geralmente são deixados em fermentação por vários meses, até seis anos. No final deste processo, a tampa é removida e substituída pela cortiça tradicional.

Se você quer ter mais detalhes de uma olhadinha na “Dama do Vinho” (Alessandra Esteves) no webinar sobre champagne aqui neste endereço https://www.youtube.com/watch?v=B-cB9pUTQbU  bem didático e com ótimas informações.

Outros métodos existem além Champenoise. Como o método Charmat também conhecido como Charmat-Martinotti, este processo é um método mais econômico que o Champenoise para criar gás carbônico nos espumantes. O vinho é submetido à segunda fermentação em tanques de aço inoxidável (não na própria garrafa) e é engarrafado sob pressão. Este processo foi inventado em 1895 pelo enólogo italiano Federico Martinotti mas foi patenteado em 1907 pelo francês Eugène Charmat.

Se eu continuar não vou parar, pois ainda tem pequenos produtores, orgânicos, biodinâmico, tipos, estilos de Champagne daria quase iBook….. rsrs.

O Champagne tornou-se uma tradição para todos tipos de celebrações do mundo todo. Onde se fala em celebrar tenha certeza que tem um champagne. Podemos celebrar todos os dias porque é um presente à cada dia!!!

Cheers……….!!!!!!!

Celebration of Heritage Day (Dia da Celebração do Patrimônio)

Comemorado em 24 de setembro o Dia da Celebração do Patrimônio “Celebration of Heritage Day”. Nesta data os sul-africanos recordam o patrimônio cultural e as muitas línguas que compõem a população da África do Sul, todos são incentivados a celebrar a sua cultura e a diversidade de suas crenças e tradições, no âmbito mais amplo de uma nação que pertence a todas as pessoas. Estarão celebrando com eventos culturais, festivais, “Braai”(churrasco) entre amigos e familiares em todas as cidades.  

http://www.capetownmagazine.com/things-to-do-for-heritage-day

http://https://www.youtube.com/watch?time_continue=150&v=YblQCcsK2so

Tradição é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa “entregar” ou “passar adiante

Somos reflexos de nossas heranças culturais, transmitimos os costumes, comportamentos, memórias, rumores, lendas. Cada um transmite para sua família e sua comunidade e isso de expande. Então vamos celebrar a nossa herança a nossa cultura com nossos familiares e amigos…. Convide à todos faça seu “Braai” escolha seu vinho predileto e,

“Celebre hoje, celebre sempre… !!!!

Happy Heritage Day!!!”

Cheers…..