Terroir de Swartland

REVOLUÇÃO DE SWARTLAND

O Swartland está à cerca de 50 quilômetros ao norte de Cape Town.

Distante um pouco de Stellenbosch, Franschhoek, Constantia e Somerset West que são as regiões mais comerciais de vinhos.

Jan van Riebeeck chamou está região de “Het Zwarte Land” em Afrikaans,

(A Terra Negra), por causa do tipo de vegetação de “Renosterbos”, um arbusto nativo que fica preto após a chuva e dá uma aparência escura nas colinas. Depois das chuvas e no inverno o “Renosterbos” assume uma aparência preta. 

Jan van Riebeeck foi o holandês que introduziu a viticultura no Cabo, ele importou as primeiras vinhas da França, da Renânia  (Rheinland – Alemanha) e da Espanha em 1655 à 1656.

 

A viticultura em Swartland ainda é relativamente jovem e, é praticada sob condições de terras secas, clima quente e seco também. Além das vinhas também produz trigo e rooibos (chá), os vinhos estão sendo produzidos o mais natural possível, em solos densos de nutrientes e, também é colhido um mês mais cedo para acabar com o alto teor de álcool. Por ser uma região mais seca Swartland produz uvas menores que aumentam os níveis de concentração e sabor. O inverno é frio e úmido já o verão é bem quente e no seu auge mais quente ainda e seco.

É uma região que foge dos padrões de visita turísticas nas vinícolas.

“Eles queriam sair dos canais comerciais usuais de turistas e produção em massa, e este estilo de vinho do Novo Mundo, as frutas, o álcool, os sabores de Robert Parker”.

Swartland imprimiu como modelo o Rhône Valley, no sul da França, produzindo vinhos o mais natural possível,  em uma região não arborizada, não muito doce e, nem muito forte. A produção em Swartland, Chenin Blanc, Cinsault, Grenache, Pinot Noir, Chardonnay e Syrah que é o forte.

E o que é “Revolução de Swartland”

Jovens produtores independente que projetaram sua ousadia e rebeldia (no bom sentido) para este grande projeto “Revolução de Swartland”. Sempre ocorre uma feira anual onde encanta os especialistas do mundo todo. Onde temos as últimas propostas, provas e edições limitadas, das celebridades vermelhas.

Este motim hoje com os estimados revolucionários são o frenesi da organização “SWARTLAND REVOLUTION”

Em 2015 Sadie Family Wines foi apresentada como a vinícola do ano pelo Platters, a principal bíblia dos vinhos da África do Sul. O vinho que mais gosto vem desta vinícola o Columella um Blend maravilhoso (Syrah, Grenache, Mourvedre,  Cinsaut, Tinta Barocca e Carignan) Eben Sadia é um dos produtores que começou esta revolução em Swartland.

https://www.wineonaplatter.com

Eben Sadie, hoje o cartão de visitas da região e inspiração para muitos jovens enólogos com grande avidez. O Swartland Independent Producers (SIP) é  a associação que organiza a celebração da “Swartland Revolution” que ocorre em novembro, estabeleceu um programa de certificação. Para se qualificar, todos os vinhos devem ser “naturais” o que isso quer dizer, não tem nada adicionado ao vinho nenhum fermento e enxofre, o vinho deve ser envelhecido em até 25% em barrica de carvalho europeu (Francês).

Alguns vinhos que tive o prazer de degustar e te aconselho à fazer o mesmo pois são fantásticos.  E depois você me conta o que achou….

Cheers!!!!

https://mlfwines.com 

http://www.jhmeyerwines.co.za

http://www.thesadiefamily.com

  

 

 

 

 

2017- Classificação dos produtores de Cape Town por Tim Atkin

Tim Atkin jornalista britânico e “Master of Wine” lançou na semana passada seu relatório sobre os vinhos da África do Sul de 2017.   Segue para “download”  Uma lista “free” com os nomes dos produtores.    TimAtkin_SA2017_CapeCl

Ele comentou “Que a África do Sul é uma referencia de qualidade para outros países dentro do Novo Mundo”. Sim, isso é verdadeiro concordo com ele, temos muita essência  por aqui e não pode passar despercebido.

Outra menção dele é “Consciente de que um crítico deve tentar recompensar o talento, independentemente de um longo histórico em alguns casos, escolhi meus produtores favoritos, em vez de mostrar as opiniões dos outros”.

Ele é um “Master of Wine” pode e deve expressar sua opinião, tenho certeza que pensando e agindo desta forma ele estará voltado a escolher com peculiaridade os bons produtores.

Os produtores por ele citado são de alta performance, eu sempre digo;  na África do Sul você se perde no meio de tanto talento, pois os produtores fazem de coração seus vinhos sejam eles grandes produtores, pequenos, garagistas ou “handcrafted” (artesanal) e, quando se faz o que gosta com paixão tudo se sai bem….

Foram 149 vinhos analisados, e dos 100 produtores que se classificaram 41 permaneceram nas suas classificações. Com isso percebemos muitas mudanças, isso é muito bom, estar em movimento e mostrando algo diferente sempre…. Nada como nos surpreender quando degustamos uma boa taça de vinho….. !!!!!

Você pode comprar o relatório completo, segue “link”

http://www.timatkin.com/reports/2017-south-africa-special-report

Cheers!!!!